Você já parou para refletir sobre a sua aposentadoria?
Ela será um problema ou a uma solução, a depender da forma como nos preparamos e como a encaramos.
Não é o objetivo deste texto falar de política, sobre as questões que envolvem a reforma trabalhista. Nossa proposta é falar sobre a essência desta etapa da vida.
A realidade é que alguns esperam pela aposentadoria com a maior ansiedade e outros a temem e querem a todo custo que ela nunca chegue.
E você, em que lado você está, neste contexto?
No primeiro grupo estão as pessoas que pararam para pensar em como seria envelhecer. Como seria o dia em que não teriam o vigor para realizar as mesmas atividades de antes. Pessoas que não deixaram de se atualizar, que pararam para pensar em alternativas para continuar produtivas e aproveitando as maravilhas que cada faixa etária nos traz. Pessoas que desenvolveram o seu “Plano B” de vida e carreira.
No segundo grupo, estão as que, seja por qual motivo for, não se deram conta que os anos passam, que a idade chega para todos e com ela algumas limitações são inevitáveis. Pessoas que acharam que teriam trabalho a vida inteira, que teriam o mesmo vigor e a mesma condição física para continuar na ativa. Ou até mesmo aquelas que ainda dependem da remuneração para o sustento da família, circunstância muito comum nos dias atuais.
O fato é que, independentemente de quem somos, um dia nós teremos que parar. O nosso corpo pede por uma desaceleração, por uma atividade menos intensa, talvez mais intelectual do que braçal. Por outro lado, teremos que nos adaptar a uma nova realidade de mercado que precisa abrir espaço para os novos que estão aí, prontos para terem as mesmas oportunidades que um dia nós tivemos.
Trata-se um momento de grandes transformações e isto inclui o aumento da expectativa de vida, o surgimento de novas profissões, novas formas de ver e lidar com o trabalho.
Escrevo este texto com o objetivo de provocar uma reflexão sobre o que podemos fazer para ter uma vida melhor, para envelhecermos dignamente, para continuarmos produtivos e trabalhando em algo que gostamos.
Que tal um exercício?
- Liste o que você fez ou ainda pode fazer como um “plano B” para sua carreira – pense em atividades que você gosta, pense nas suas habilidades ou em coisas que você poderia investir seu tempo e que pudesse render alguma grana.
- Pense em pessoas que poderiam estar com você nesta sua nova fase – quem compraria os seus produtos ou serviços – possíveis parceiros.
- Feito isso, junte o útil ao agradável – mãos à obra!
Busque uma capacitação, atualize-se, venda o seu peixe, deixe as pessoas saberem que você tem este talento e esta habilidade. Empreenda, se for o caso.
Se o seu objetivo é continuar trabalhando, ótimo! Continue se atualizando, se aperfeiçoando, se tornando útil. Acompanhe a evolução da tecnologia, dos processos e das pessoas.
Saiba que, seja qual for a sua decisão, o importante é que você esteja ciente do que quer, de onde deseja atuar e do que gostaria de continuar fazendo.
Afinal de contas, o que realmente importa nesta vida?
Nesta etapa da vida, o que importa é envelhecer com saúde.
Não se esqueça que isto está atrelado a atenção que você se deu durante a sua atual existência. Se não fez isso até aqui, nunca é tarde para começar.
Busque o autoconhecimento, modifique o que considerar necessário, sem agonia, e se permita uma chance de descobrir o quanto “a vida pode ser maravilhosa”!
Se precisar de auxílio, peça ajuda!